sábado, 8 de novembro de 2014

Sayonara'tebaiyo, Naruto - Uma resenha sobre o fim de Naruto (Spoilers)!


E finalmente chegamos ao final (hein?) de uma série que durou 15 anos...e que acompanho a 10 anos.
Confesso que fiquei um tanto emocionado, afinal, Naruto fez parte da minha vida durante esse período e acompanhou diversos momentos de mudanças. Posso dizer também que aprendi muito com os personagens, sendo que a maioria possui uma estrutura bacana e certa profundidade. Principalmente o menino Naruto. Sempre se esforçando para superar seus problemas, ajudar seus amigos e ser reconhecido. Acho que é um dos meus personagens favoritos, de modo geral. A princípio, era tão fraco e desprezado, tinha tudo para se tornar alguém ruim, cheio de ódio. Porém, sempre se esforçou para mudar seu destino e ser reconhecido por todos. De certa forma, eu acabei trazendo isso para minha vida pessoal, já que enquanto lia a série, estava passando por momentos de transição, como vestibular, faculdade...sempre trabalhando ou correndo atrás de trabalho para bancar os estudos...ops, isso é história pra outro mangá. rs
Agora que passou a choradeira, vamos falar sobre o final.


A última temporada

Para quem não acompanhou os últimos eventos, as 5 nações estavam em guerra com um inimigo em comum, Uchiha Madara. A princípio, Naruto estava sendo escondido, pois além de uma arma poderosa, ele era o alvo do inimigo, que queria a raposa demônio de 9 caudas (Kiyubi) que vive nele, para poder despertar uma besta de poder incomensurável, o Jubi (10 caudas).
Durante a guerra, Naruto parte para a linha de frente e enfrenta seus inimigos cara a cara. Sasuke aparece para ajudá-lo, por seus próprios motivos, e juntos, eles vencem o inimigo. Além de Madara, havia uma outra entidade por trás de tudo, Kaguya, que era considerada uma deusa e dominava os jutsus e elementos da Natureza.  Nessa etapa da batalha, Naruto e Sasuke descobrem que são descendentes diretos dos filhos do sábio dos seis caminhos, o homem que criou o mundo ninja e os jutsus.

Após derrotarem Kaguya, Sasuke explica seus planos de se tornar Hokage e dominar as 5 nações através do medo, criando um tipo de ditadura. Naruto se opõe e ambos partem para sua batalha final. Durante o embate, eles se questionam e confessam entender um ao outro. Após uma luta sangrenta (e meio chata, para uma batalha final), ambos terminam sem um braço, devido ao choque entre seus ataques finais.
Sasuke admite a derrota, reconhece Naruto como amigo e aceita seus ideais de paz.

Após a batalha...

Nas últimas edições, Sasuke parte em uma viagem buscando conhecer melhor o mundo que ele queria destruir. Kakashi foi nomeado 6° Hokage e conseguiu negociar o perdão do Sasuke, já que esse ajudou a derrotar o inimigo na batalha final.
Anos mais tarde, são apresentados os personagens principais mais velhos e com filhos. Alguns casais acabam surpreendendo, já outros eram esperados (como no caso de Shikamaru e Temari). Naruto e Hinata também acabaram juntos (Yeaah, eu curtia mais a Hinata) e tiveram dois filhos: Bolt (que em japonês, lê-se "Boruto") e Himawari.

Boruto é o destaque na história final. Ele é apresentado como o desordeiro da vila, assim como Naruto quando criança, porém por um motivo diferente: ele quer mais atenção do pai, que se tornou o 7° Hokage. Naruto explica a Boruto que agora possui responsabilidades maiores e que todos na vila são sua família. Depois disso, não acontece muita coisa. Os antigos kages aparecem, mais velhos (menos a Tsunade, que continua gostosa, como sempre. rs).

Bom, agora vem minhas considerações finais, finalmente sobre o fim...
Achei bem legal ver os personagens evoluídos, com filhos e outra aparência, mais adulta. Ver os casais esperados e os improváveis. Mais uma vez, é como a vida real, quando você vê seus amigos mudando, crescendo, se casando e tendo filhos. Isso é bem emocionante.
Gostei bastante do final, mas acho que faltou mostrar um pouco mais os personagens, "o que fazem, onde vivem?...". Brincadeiras idiotas à parte, Naruto foi uma ótima série e vai deixar saudades. Parabéns ao Masahi Kishimoto, criador da história.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Lego Marvel - "É para o meu sobrinho..."


Esse é um daqueles games que enganam pela capa. Mas calma, o jogo não é ruim. Eu já explico...
Um belo dia coloquei esse jogo para meu sobrinho, pensando "ah, deve ser fácil pra ele", mas toda hora o garoto me chamava...e não atoa. O game possui alguns puzzles complicados e algumas partes exigem que você saiba ler...coisa que o garoto de 3 anos não sabe.
Para ajudá-lo, liguei o player 2 e começamos nossa aventura.

O jogo é bem dinâmico e permite interação com todo o cenário, seja para destruí-lo e pegar suas moedinhas, ou para encontrar peças necessárias para construir algo que irá te ajudar a passar para a próxima fase. Afinal, é um mundo feito de Lego.

A variedade de personagens por fase torna o game ainda mais divertido, fazendo com que você queira jogar com todos. Com o decorrer do jogo, novos personagens são habilitados, abrindo um leque imenso de heróis da Marvel...provavelmente seu favorito está lá também.

Um ponto negativo é que, apesar de ser legal ter um cenário extenso e interativo, as vezes é um saco ter de descobrir como passar por determinados puzzles. Principalmente se você é uma criança.

A jogabilidade é bem simples e as vezes um pouco enjoativa, devido a limitação de golpes e habilidades de alguns personagens. Por outro lado, a opção de entrar com um novo player a qualquer momento é um ponto muito positivo e semelhante aos antigos beat'n ups.

Enquanto jogava, bateu aquela sensação gostosa de nostalgia. Quando criança, li muito os quadrinhos da Marvel, principalmente os do Homem-Aranha. Por isso, recomendo muito esse game. Além de divertido, ele possui um nível de desafio razoável e tem uma história bem legalzinha. Nota 7.0.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Cavaleiros do Zodíaco - A Lenda do Santuário: Foi uma merda, mas eu adorei!!!


Com o filme quase saindo de cartaz, tomei vergonha na cara e fui ver Cavaleiros do Zodíaco no cinema. Acho que a melhor forma de resumir o filme numa única frase, é: Foi uma merda, mas eu adorei!!!

Hoje posso dizer que, assim como alguns outros animes e heróis, CdZ foi uma das maiores influências para minha formação de caráter e personalidade. Assisti quando criança e aprendi muito sobre amizade, justiça e a importância de se esforçar por um objetivo e lutar por um ideal, a ponto de arriscar a própria vida (snif). Acho que por isso tenho um carinho tão especial por essa série.

Mas, vamos ao filme.

A apresentação do enredo e dos personagens acontece de forma meio corrida. Por um lado é bom para aqueles que estão tendo seu primeiro contato com CdZ, porém pode acabar sendo meio difícil assimilar tantas informações na velocidade em que são apresentadas.

As personalidades dos cavaleiros de bronze foram apresentadas de forma totalmente caricata, sendo o Seiya o engraçadão, Shiryu o sábio e calado, Shun o bonzinho, Hyoga o frio (tum dum tzzz) e por fim, o Ikki, sendo o "metido a malvadão". A Saori/Athena passa a maior parte do filme confusa (assim como o expectador de primeira viagem), buscando descobrir mais sobre si mesma, mas até que foi bem aproveitada. Tentaram fazer rolar um romance entre ela e o Seiya, mas assim como no anime, não deu em nada.



O filme vai bem até mais ou menos a metade, quando são apresentados os cavaleiros de ouro. Para torná-los "bonzinhos", o enredo força para que as lutas sejam rápidas e todos aceitem a Saori como a verdadeira Athena, diferente do anime, onde muito sangue é derramado até que os guerreiros de bronze provem que estão certos.

Quanto aos cavaleiros de ouro, suas armaduras foram as que mais sofreram alterações para o filme, mas ficaram bem legais. As personalidades da maioria também foram bem condizentes com o anime, exceto pelo máscara da morte, que lembrava muito O Máscara, do Jim Carrey. Infelizmente, devido à limitação de tempo do filme, não deu para destacar nenhum cavaleiro de ouro como fódão. Na verdade, em determinadas cenas, eles agiram como verdadeiros patetas. No final, usaram uma desculpa bem merda idiota para tirar os guerreiros de ouro de cena e dar destaque ao Seiya...ah, o Seiya. Chegamos a outro ponto agora.

Se o cavaleiro de Pégaso já é odiado por alguns fãs do anime por roubar a cena, no filme então...deveriam ter traduzido realmente o título original da obra: Santo Seiya. No filme, mesmo sem motivo aparente, o cavaleiro de Pégaso é destacado como especial. Todos lutam e torcem por ele. No
anime isso é até aceitável, pois foi construído um background para ele se tornar um personagem tão importante. Por conta de tanto destaque, os outros 4 cavaleiros de bronze acabaram ficando um pouco apagados durante a história, sendo limitados à poucas lutas e diálogos.

Acho que nesse quesito, a maior expectativa acabou se tornando a maior decepção do filme. Sim, estou falando do lendário Ikki de Fênix. Nos trailers ele é apresentado de uma forma que lembra muito o personagem do anime, porém, quando ele finalmente aparece, pagando de fódão, acaba tendo uma luta bem sem graça e que deixou bastante a desejar. 

Apesar das críticas, o filme não é de todo ruim. A computação gráfica, expressões corporais e faciais ficaram ótimas e lembram bastante os jogos mais recentes da série Final Fantasy, inclusive o inimigo final.  As cenas de ação e diálogos também estão bem legais, apesar de serem tão poucas e curtas. Acho que vale citar novamente o visual das armaduras, que eu achei bem maneiro. No filme, a ideia de que as armaduras são vivas está  mais presente do que no anime. Isso porque elas mudam de forma e se  adaptam à batalha, se fechando como um armadura medieval e protegendo melhor seu usuário.

No geral, o que matou o filme foi toda a correria do enredo. Resumir à saga das 12 casas em 1h30 não foi uma decisão muito inteligente. Até porque é a fase mais emblemática da série. O filme consegue contar uma história com início, meio e fim, mas muitas coisas não fazem sentido, o que acaba fazendo perder um pouco à graça. Mais uma crítica, se é que cabe mais alguma, é que não utilizaram a trila sonora original. “Pegasus Fantasy”. A icônica música de abertura do anime não tocou em nenhum momento do filme, e isso fez bastante falta...até porque, é a melhor parte de um dos trailers do filme.



A nota que dou pra esse filme, de 0 a 10, de acordo com uma nova forma que acabei de inventar, é de 5,0 gafapoints. Recomendo muito pra quem é fã. Apesar do péssimo enredo, vale muito a pena pagar seu rico dinheirinho pra ter uma bela dose de nostalgia e ver seus personagens favoritos de outra forma.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Desabafo: Minhas impressões sobre as eleições 2014.



Sei que a tempos não apareço por aqui e, do nada, "wtf...post sobre política?!". Quero retomar o blog, mas ainda não encontrei coragem...enfim, uma hora eu volto pra cá. Também sei que esse post foge do tema principal do blog, mas eu precisava fazer esse desabafo.

Acho que essa eleição foi a que mais me chamou a atenção desde que obtive meu título de eleitor. Não sei se porque era mais jovem, mas nunca dei muita atenção à política. Sabia que havia coisas erradas. Sabia que o governo era corrupto. Esse ano, talvez por conta da internet, busquei ficar mais atento. Mais próximo desse assunto tão chato e tão importante.

O que vi foram os velhos candidatos, as velha rivalidade PT x PSDB...mas também vi que havia outros partidos, com novas propostas, com candidatos interessantes. Busquei pesquisar mais sobre esses candidatos, que para mim eram novos. Gostei de ver que há outros caminhos e, por um momento, principalmente depois dos protestos de 2013 /2014, achei que o povo, a população brasileira iria ansiar por algo novo. Porém, aqueles que se manifestavam, que protestavam nas ruas, eram apenas uma pequena parcela da população. Percebi isso quando vi que os velhos e tradicionais partidos continuavam a frente, com uma diferença enorme de votos.

Com isso, concluí que o povo é acomodado...esquecido. Quando fui votar, vi que muitas pessoas não haviam anotado o número de seus candidatos e votaram em qualquer um, na hora mesmo, pela legenda. Alguns acabavam votando no candidato popular, porque haviam decorado seu número, mas não o de seu favorito. Também percebi que muitos decidiram seus votos baseados nas pesquisas de popularidade. Mas quem eram os pesquisados? Eu pelo menos não conheci nenhum...e não conheço ninguém que conheça alguém que foi entrevistado.


A população brasileira ainda tem de apanhar muito para aprender. Talvez as oportunidades para mudar estejam bem aí, na nossa frente, mas somos cegos demais para ver. 


Enfim, fica aqui esse pensamento e desabafo. Lembrando que essa é minha opinião pessoal, e não uma verdade absoluta. Espero de verdade que um dia esse país mude para melhor, para que possamos ser um modelo para o mundo, entre outros países desenvolvidos.

Agora, voltamos à nossa programação normal...